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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Unesp oferece Manual de Propriedade Intelectual


A Unesp disponibiliza, em seu acervo digital, seu Manual de Propriedade Intelectual criado por uma consultoria em Direito Digital que esclarece os direitos de autoria e de indústria (marca, patente, etc) a partir de uma análise feita nos sites da instituição, das mídias sociais e da produção acadêmica da universidade, segundo informou a Unesp nesta segunda-feira (6).

O objetivo do material é guiar com maior segurança os processos de produção de conteúdo, o uso de ferramentas digitais de ensino e a disponibilização dos materiais produzidos para os cursos ofertados.

O manual expõe as regras a serem seguidas para a produção e compartilhamento de conteúdo para o ambiente acadêmico. Além disso, explica o direito autoral, quem e o que são protegidos por ele, o prazo de proteção de um determinado material, licenças, cessões e penalidades que envolvem contratos para softwares e até o direito de personalidade (som da voz, nome e imagem). O manual também conta com um glossário de termos jurídicos.

Em breve, segundo a Unesp, a publicação terá uma versão impressa e outra em formato ebook.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Brasil precisa renovar lei do direito autoral, diz advogado


O Brasil precisa reformar a lei dos direitos autorais e atualizá-la para o mundo digital, que é baseado em compartilhamento, afirma Pedro Paranaguá, advogado, membro do Projeto Software Livre-Brasil e um dos representantes do projeto sem fins lucrativos Creative Commons no país.

Paranaguá participou da 13ª edição do FISL (Fórum Internacional de Software Livre) e disse que é necessário que o governo brasileiro atualize a legislação de 1998 com o objetivo de traçar um equilíbrio entre proteção do direito de propriedade intelectual e distribuição do conhecimento.

A intenção de uma nova LDA é diminuir o controle sobre os arquivos, obter mais verbas para remuneração dos autores e promover o compartilhamento de conteúdo.

Ainda segundo o advogado, há uma proposta para compartilhar legalmente os documentos digitais sem fins lucrativos, mas não há previsão para aprovar esta petição.

Enquanto isso, Paranaguá diz que a situação atual gera confusão entre as pessoas, que são proibidas de fazer a cópia para fins de arquivo ou preservação ou converter as mídias em formato analógico para o digital.

terça-feira, 13 de março de 2012

O que é o Ecad? E por que ele está cobrando direito autoral de blogs?

Na semana passada, o Ecad se tornou um dos assuntos mais discutidos por cobrar dinheiro de blogs que apenas embedaram vídeos do YouTube em alguns posts. Mas afinal, o que é o Ecad, e por que ele está fazendo isso?

O Ecad arrecada direitos autorais de músicas…
O Ecad (Escritório Central de Arrecadação) é um órgão privado, fundado em 1976 para arrecadar os direitos autorais de cada música tocada “em execução pública” no Brasil, seja ela nacional ou estrangeira. O dinheiro deve, então, ir para os artistas. O órgão é formado por nove associações – de músicos, compositores, intérpretes, autores e mais – que funcionam como sindicatos. E o Ecad é grande: são 26 unidades arrecadadoras, 780 funcionários e 45 advogados.

O Ecad arrecada direitos não só de rádio, TV e shows: bares, academias, consultórios médicos, carros de som, terminais de transporte e até mesmo festas de casamento, aniversários, arraiás e quermesses precisam pagar – esta é a lista completa. E a arrecadação nesses locais geralmente não é feita por quantidade de músicas tocadas: ou é pela receita bruta, ou por área do local (como bares e lojas) ou até mesmo por número de quartos (hotéis e motéis).

E como eles fazem para monitorar tudo isso? Eles contam com antenas no alto de prédios para captar o que as rádios tocam; gravadores em blocos e trios elétricos, para monitorar a apresentação pública; e seus fiscais, munidos de bloco e caneta, anotam o que toca nos shows para saber o que deve ser cobrado. Se eles descobrirem que algum estabelecimento não pagou o direito autoral, eles podem entrar com processo na Justiça.

A lei brasileira de direitos autorais, de 1998, prevê um só escritório central de arrecadação e distribuição, que “não terá finalidade de lucro”. O Ecad arrecadou R$432,9 milhões em 2010, dos quais R$346,4 milhões foram repassados. Em comparação, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) arrecadou R$263,3 milhões em receita no mesmo período.

…inclusive na internet…
O Ecad se envolveu em polêmica na semana passada  por cobrar taxa mensal de blogs que embedam vídeos do YouTube e do Vimeo com músicas. O blog de design Caligraffiti e o blog pessoal A Leitora foram obrigados a pagar R$352,59 por mês, valor alto considerando que eles não têm fins lucrativos. O Ecad justifica a medida afirmando que os sites são retransmissores, pois “o uso de músicas em blogs se trata de uma nova execução” pública. O Ecad ainda diz que, de acordo com a lei de direitos autorais, a existência de lucro direto não é requisito para cobrar os direitos.

Eles negam que os blogs sejam seu novo alvo, mas avisam: “todo usuário que executa música publicamente em site/blog, ao ser captado, pode receber um contato”. O Ecad afirma que “aproximadamente 1.170 sites que utilizam música publicamente na internet” estão cadastrados na entidade, entre “sites de grande, médio e pequeno portes”.


Por Felipe Ventura e Leo Martins

sábado, 10 de março de 2012

Cobranças do ECAD são ilegais, afirma YouTube

Nos últimos dias, os brasileiros pensavam duas vezes antes de passar um vídeo pela internet. A culpa é do ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), um órgão regulador de conteúdo que resolveu multar blogueiros que compartilham clipes do YouTube com direitos autorais em uma página. Mas faltou um detalhe: ouvir o próprio serviço da Google.


Finalmente, o YouTube resolveu falar – e a notícia é boa para quem estava com medo de receber uma cobrança em casa. Em uma postagem oficial, o site afirma que até mantém um acordo com o ECAD, mas ele não envolve a autorização de multas ou taxas por inserção de clipes em outros sites.

A mensagem explica que a liberadade do ECAD está em coletar pagamentos de quem tem uma rádio online pública, por exemplo, mas tudo sem ferir a Lei Brasileira de Direitos Autorais – e sem envolver o YouTube. O site pede ainda para que o órgão acabe com as cobranças e deixe os blogueiros em paz com seus compartilhamentos.

Diretor de políticas públicas e relações governamentais do Google Brasil, Marcel Leonardi ainda esclarece na postagem que a proposta do YouTube é justamente o compartilhamento de vídeos para que os próprios artistas tenham mais espaço de divulgação – e tirar essa liberdade ou cobrar por isso seria ferir a própria proposta do site.

Fonte: http://www.tecmundo.com.br/youtube/20499-cobrancas-do-ecad-sao-ilegais-afirma-youtube.htm

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Ativos intangíveis são alvos fáceis de criminosos da internet

Para o especialista em direito digital Victor Haikal, cada vez mais pessoas recorrem à Justiça para se defenderem de abusos e práticas indevidas nas redes sociais

Em um momento de avanço tecnológico em direção a um futuro cada vez mais virtual, muitas empresas, principalmente as pequenas, desconhecem uma categoria de ativos dos mais importantes para o seu negócio: os intangíveis. São marcas, patentes, softwares, informações sigilosas ou produção intelectual que podem estar desprotegidas e de fácil acesso para os criminosos digitais. "É muito difícil proteger este tipo de riqueza", avalia Victor Haikal, advogado especialista em direito digital da PPP Advogados. Ela ministrou, na terça-feira (7) à noite, uma palestra sobre o assunto no Like a Boss, o espaço que o Sebrae mantém na Campus Party 2012, em São Paulo.

Segundo ele, o Brasil vem resolvendo as questões digitais, mas com muita lentidão. Ele cita como exemplo uma decisão do Superior Tribunal de Justiça que levou sete anos para afirmar que o Google não pode ser responsabilizado por todo o conteúdo publicado no site de relacionamento Orkut, que pertence à empresa. Apesar da morosidade da Justiça, cada vez mais pessoas recorrem a ela para se defender de problemas nas redes sociais. "Se a pessoa for até o fim no processo, muitas vezes a decisão é favorável a ela", disse. 

Em relação a ataques de criminosos digitais, segundo Haikal, no direito digital tudo pode ser prova: cds, disquetes, e-mail, sites de relacionamento, fotos, gravações em caixas-postais de celulares. A grande maioria dos processos na Justiça têm e-mails como provas. Se as relações de compra e venda estão mudando, as relações com o direito também evoluíram. As principais características do direito digital são as relações não presenciais, máquinas como testemunhas e provas eletrônicas.

Por isso, é preciso ficar atento ao construir um site de e-commerce, participar de uma rede social ou fazer publicidade no mundo virtual. De acordo com Haikal, 98% dos incidentes na internet são provocados por usuários incautos. "O desconhecimento da lei é inescusável", afirmou. "Crescem os problemas de direitos autorais. Nas redes sociais, tenham cuidado com comentários e piadas de mau gosto. Elas podem levar a um processo", completou. 

Outro ponto importante, diz o advogado, é conhecer a política de privacidade e as normas de utilização do site. "Ao aceitar a política sem ler, o usuário dá um cheque em branco para que o site ou a rede social faça o que achar melhor com as informações colocadas ali. Por isso, é importante saber como as suas informações serão tratadas", diz Haikal.

Sopa e Pipa

O especialista em direito digital diz que "a falta de regras claras no mundo todo e, em especial no Brasil, para a utilização das informações que estão na internet, leva a um caos". Ele defende que devem ser elaboradas novas maneiras, menos restritivas, de controlar os direitos autorais de conteúdos. Tramitam no Congresso americano dois projetos de lei, o Stop Online Piracy Act (Pare com a Pirataria On-line, em tradução livre), conhecido como Sopa, e Protect IP Act (Ato para Proteção da Propriedade Intelectual), chamado de Pipa, para tentar combater a pirataria na internet. Os projetos vêm provocando manifestações das empresas de tecnologia. A favor, estão empresas tradicionais do entretenimento, como as emissoras de televisão, gravadoras de músicas, estúdios de cinema e editoras de livros.

Para Haikal, o Sopa penalizará não apenas o usuário, mas também sites de busca, provedores de conteúdo, meios de pagamento online, entre outros. "Se o site descumprir a lei pode ser penalizado, mas o foco dos projetos está em empresas que ganham dinheiro com a pirataria, como sites que vendem remédios falsificados pela internet", diz. Apesar disso, ele defende que empresas da "velha economia sentem-se à mesa de discussão com a nova economia e que a Organização das Nações Unidas (ONU) seja mediadora dos conflitos". 

Por Beth Matias