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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Apple é a mais afetada pelos 'trolls de patentes'

A Apple é a empresa preferida dos "trolls de patentes" que atuam junto ao mercado de tecnologia dos Estados Unidos. São empresas de fachada que existem apenas para reclamar sobre supostas violações cometidas por outras companhias que incomodam tanto que até o presidente Barack Obama já se pronunciou prometendo acabar com esse mercado alternativo.

Entre 2008 e 2012, a marca da maçã foi processada 165 vezes pelos trolls, sendo que 44 ações foram abertas no ano passado. A segunda mais incomodada com isso é a HP, que foi alvo de 143 ações, seguida pela Samsung, com 123.

Reprodução

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Guerra de patentes impede a inovação, diz Google



As notícias sobre processos motivados por quebras de patentes não são nada raras. Novas batalhas judiciais são iniciadas a cada dia por causa de tecnologias proprietárias, enquanto o lançamento de novos aparelhos e a inovação como um todo acabam sendo prejudicados por isso. Pelo menos é o que afirma o diretor de políticas públicas do Google, Pablo Chavez.

Durante uma conferência sobre políticas de tecnologia em Aspen, nos Estados Unidos, Chavez afirmou que todas as batalhas judiciais tiram o foco das empresas de seus produtos. Sendo assim, tanto o mercado quanto os consumidores acabam sendo penalizados por isso. Mas se engana quem acredita que o Google é contra a propriedade de certas tecnologias.

O que a empresa defende é a adoção de novas metodologias para lidar com isso, como a diminuição do tempo de vigência de patentes – que hoje é de 20 anos – e multas mais pesadas para os chamados “patente trolls”, empresas menores que processam grandes corporações com o intuito de ganhar mídia. Esse tipo de processo acaba custando alguns milhares de dólares para a companhia acusada e, normalmente, ela acaba vencendo a disputa. Em outros termos, uma verdadeira perda de tempo.

Fonte:http://www.tecmundo.com.br/patente/28698-guerra-de-patentes-impede-a-inovacao-diz-google.htm#ixzz24KGRPOCX

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

É hora de a Apple parar de ser um troll das patentes

Por Brent Rose e Leo Martins



Propriedade intelectual é algo importante. Não há dúvidas disso. Mas há uma linha entre se defender e tentar eliminar quem está ao seu redor. A Apple já cruzou a tal linha, e isso não faz bem para ninguém. Hora de parar com isso.

A Apple perdeu outro processo hoje. Dessa vez, uma corte holandesa determinou que o Galaxy Tab, da Samsung, não precisa ser banido na Holanda. Eles chegaram a conclusão que, sim, a Apple tem várias patentes, mas suas acusações foram muito amplas. É mais uma para a série de derrotas da empresa, que custa caro para a Apple e impede temporariamente que os consumidores tenham um cenário competitivo justo. Veja bem, é claro que a Apple tem o direito de defender sua propriedade intelectual, mas nessa altura do campeonato, o caso já virou uma guerra de puro desgaste.

Esses processos frívolos também são ruins para a Apple. Ontem, o nem sempre confiável Dan Lyons disse que a Apple gastou US$100 milhões durante seu primeiro processo contra a HTC. O que ela ganhará por isso? Zero, nada, niente. Aparentemente, a HTC já arranjou um jeito de desviar e escapar dos processos de quebra de patente. Enquanto isso, a Apple gastou US$100 milhões — não sabemos quanto a HTC gastou, mas ela era a acusada, ela tinha a obrigação de gastar. Ok, para uma empresa gigante como a Apple, o valor pode soar ínfimo, mas o tipo de pesquisa e tecnologia que pode ser feita com US$100 milhões não é qualquer coisa. Não seria melhor usar esse dinheiro para realmente expandir os limites de inovação da empresa? Esse não é um jeito melhor de competir?

Essa era a guerra de Steve Jobs. Ele era inspirado, apaixonado e corajoso. E ele também queria uma “guerra termonuclear” contra o Android. Guerras termonucleares são divertidas no videogame. Na vida real, elas são ruins para todos, surgindo na mente apenas dos piores vilões de James Bond. A guerra de Jobs era na Justiça, claro, mas seu potencial destrutivo era real: contas enormes, menos aparelhos, menos opções de escolha.

E isso não se aplica apenas ao caso da Apple: diversas outras empresas também apostam em processos para se manterem firmes no mercado. Elas apostam em um sistema de patentes duvidoso quando o assunto é software para protegerem seus produtos. Várias delas processam a Apple, inclusive. Apesar de a Apple ser a principal manchete quando o assunto é patentes e processos, esse tipo de posição deveria ser combatido na indústria de tecnologia como um todo.

Sem dúvida há uma pressão na Apple para continuar essa luta, mas ela deve ferir a todos. Não apenas a indústria ou a Apple, mas eu e você também. Os consumidores. Aqueles que diariamente têm suas vidas melhoradas graças às inovações.

A Apple nunca irá vencer o Android por meio de centenas de processos. Se eles querem vencer, eles precisam se adaptar e inovar com ainda mais velocidade. Essa não é uma teoria feita rapidamente por mim, é a teoria de Darwin, e você a vê sendo aplicada na indústria da tecnologia o tempo todo (olá, BlackBerry!). Com uma média de duas atualizações por ano, talvez a maior força do Android seja sua capacidade de se adaptar e evoluir. Se a HTC conseguiu encontrar um jeito de escapar dos processos, todos devem conseguir também. É assim que as espécies sobrevivem.

Apple: você faz coisas incríveis. Você tem uma participação de mercado bem grande. Você não está correndo perigo agora. Esqueça interpretações amplas de patentes mais amplas ainda. Veja para onde você está caminhando. Se você quer vencer, crie uma trilha para o futuro e deixe todo mundo tentando alcançar você. Fique de olho em um só ombro para você ver: outra empresa pode ultrapassar você pelo outro lado.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Empresas compram patentes para se proteger

Patente significa inovação. Correto? Nem sempre. Um novo fenômeno mercadológico tem se destacado nesse setor e já é conhecido como “Patent Trolls”.

As patentes, que geralmente são usadas para proteger inventores do uso indevido de seus produtos, têm sido compradas por empresas que não as desenvolveram para aumentar sua influência e competitividade.

O advogado André Alvarez, sócio do escritório Daniel Advogados, especializado em propriedade intelectual, explica que a prática pode ser considerada normal, e afirma que as patentes são ferramentas que protegem o inventor.

“(As empresas) que não investem em desenvolvimento compram patentes para evitar infringir patentes de terceiros. Tentam também fazer com que os outros competidores fiquem longe dos seus nichos mecadológicos. Algumas vezes, por falta de conhecimento, compram patentes que nunca vão utilizar o que pode engessar a inovação. Outras empresas usam as patentes de forma não convencional com o intuito apenas de forçar um acordo, mesmo sabendo que as patentes são “fracas”” , explica.

A divergência entre patente e inovação é defendida pelos pesquisadores James Bessen, Jennifer Ford e Michael J. Meurer, da School of Law da Universidade de Boston. Segundo eles, cerca de 80 bilhões de dólares por ano são perdidos pelas companhias de tecnologia, de acordo com o estudo The Private and Social Costs of Patent Trolls, publicado na “ Regulation Magazine”.

As patentes, que geralmente são usadas para proteger inventores do uso indevido de seus produtos, têm sido compradas por empresas que não as desenvolveram para aumentar sua influência e competitividade. Companhias de software e mobile são as que mais aderem à prática, denominadas pelo estudo de Non-practicing entities (NPE).

“Em regra, não prejudica o consumidor e nem a concorrência”, explica Alvarez, que pondera: “Se a propriedade intelectual não for bem gerida, pode atrapalhar a própria empresa e suas concorrentes”.


Fonte:http://www.brasilinovacao.com.br/brain-news/empresas-compram-patentes-para-se-proteger/