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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Os efeitos silenciosos das patentes

É comum escutar que a aplicação dos direitos oriundos das patentes não é eficaz, principalmente no Brasil. Isso faz com que muitos usuários do sistema de proteção por patentes concluam que há expressivo investimento tentando obter proteção de suas criações técnicas, mas sem resultados imediatos.

Essa percepção acontece porque muitos visualizam que estão usando seus portfólios de patentes apenas quando há litígios judiciais devido à confirmação da violação dos direitos. Ou seja, quando um concorrente passa a explorar tecnologia idêntica ou muito similar àquela protegida, sem a devida autorização. Entretanto, um portfólio de patentes é capaz de gerar efeitos bastante silenciosos, de difícil percepção, que provavelmente são os mais eficientes.

As patentes podem exercer sua função sem que o titular adote medidas judiciais extremas. Isso ocorre no momento em que os concorrentes simplesmente respeitam a existência de documentos de patentes válidos, evitando a exploração indevida dos produtos patenteados. Essa situação é pouco lembrada pelos titulares, mas o fato de não encontrar produtos no mercado copiando tecnologias patenteadas pode ser o indício de que o portfólio de patentes está exercendo a sua função de impedir terceiros de explorarem essa tecnologia sem o seu consentimento. Apesar da dificuldade de mensurar se um concorrente deixou de copiar uma tecnologia em respeito aos direitos de uma patente, em se tratando de algo interessante comercialmente, pode-se atribuir certa parcela de responsabilidade ao fato de a mesma estar protegida.

É comum a avaliação da exploração comercial de um produto antes de lançá-lo. Quando da identificação de documentos de patentes, ocorre a mudança de planos e até a suspensão dos projetos, visando evitar as sanções legais. Nestas situações, dificilmente os titulares das patentes sabem que suas patentes exerceram sua principal função, impedindo a exploração da tecnologia patenteada, sem o seu consentimento.

Outra situação difícil de mensurar a efetividade da aplicação dos direitos oriundos das patentes é quando há uma empresa com portfólio robusto, qualitativa e quantitativamente. Ou seja, quando a empresa protege toda e qualquer tecnologia passível de proteção, criando uma imagem de usuária do sistema de propriedade industrial. Quando se consegue atingir esse nível de exposição perante o mercado, além de adquirir um rótulo de empresa inovadora, os concorrentes passam a ter mais cautela na eventual imitação e/ou reprodução de produtos dessa empresa.

Todo e qualquer produto colocado no mercado pela empresa usuária do sistema de patentes será encarado como produto possivelmente protegido, e, consequentemente, haverá o dispêndio de tempo e investimentos para se investigar os riscos de infração. Nesta situação, dificilmente o titular dos direitos tem conhecimento de que as patentes estão impedindo ou restringindo a cópia das tecnologias patenteadas.

Uma situação inversa, cujo titular visualiza e valoriza seu portfólio de patentes mas se apresenta de forma silenciosa para a sociedade, é quando ocorrem negociações entre empresas com a venda de divisões e ativos e, complementarmente, há um portfólio de patentes protegendo as tecnologias exploradas pelas empresas.

Isto ocorreu com a venda da divisão de celulares Motorola Mobility, da americana Google, para a chinesa Lenovo. Notícias foram veiculadas informando uma negociação desfavorável à Google, já que a mesma havia adquirido a unidade há pouco menos de três anos da Motorola por cerca de US$ 12,5 bilhões e, agora, a estava vendendo por apenas US$ 2,9 bilhões.

Muitos acreditaram que havia sido um péssimo negócio. O que poucos notaram é que, nesta negociação, a Google manteve as patentes da divisão Mobility sob sua titularidade e, portanto, os direitos das tecnologias desenvolvidas e utilizadas pela unidade.

Logicamente, não estamos diante de um portfólio com poucas patentes, mas cerca de 17 mil patentes concedidas e 7 mil pedidos pendentes. Dentre esses documentos, certamente há tecnologias milionárias que valem, ou valerão, algumas vezes os valores envolvidos na negociação tida como "desvantajosa".

Assim, apesar de muitos portfólios não serem utilizados de forma litigiosa e alarmante, há casos em que sua função primordial está sendo exercida, inclusive atingindo os objetivos da forma mais adequada e eficaz possível para os titulares.

Fonte: http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2014/05/12/os-efeitos-silenciosos-das-patentes/

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Foto com fundo branco agora é patente da Amazon


Uma nova patente conseguida pela Amazon nos Estados Unidos está deixando fotógrafos irados e provocando debates sobre os limites na concessão de registros de propriedade intelectual. A companhia obteve do órgão competente nos EUA a patente para seu “arranjo de estúdio” para fotografias com fundo branco.

A reposta positiva foi dada à empresa pelo escritório de marcas registradas do país (USPTO, na sigla em inglês) em março, mas o caso só foi descoberto na última semana pelo blog DIY Photography.

Os fotógrafos só não estão mais preocupados porque a patente da Amazon para um fundo branco “sem costuras” é extremamente específica.

As nove páginas do processo 8,676,045 (que podem ser vistas ao final) descrevem a posição exata e o tipo dos refletores, da câmera, o ISO correto, a abertura das lentes e outros inúmeros detalhes.

O esquema desenhado no processo, porém, foi chamado pelo site Techdirt de “muito parecido com qualquer foto de estúdio na história das fotos de estúdio”.

Já quem procurar na internet, como sugeriu o site CNET, vai encontrar ainda centenas de tutoriais ensinando como tirar fotos com fundo branco.

Na justificativa do processo, a Amazon afirma que sua técnica, diferentes das que a precederam, permite que o efeito branco seja encontrado sem ter de passar por qualquer ”retoque de imagem, pós-processamento, técnicas de ‘tela verde’ ou outros efeitos especiais de imagem e manipulação de vídeo”.

“Às vezes, sinto que o sistema de patentes é desprovido de senso comum”, reclamou ao site britânico The Register o advogado da Electronic Frontier Foundation, Daniel Nazer.

A Amazon havia entrado com o pedido em novembro de 2011 e até agora não se pronunciou sobre a razão para fazê-lo.

Na internet, fotógrafos não expressam nenhuma preocupação real de que a empresa queira garantir a proteção da sua propriedade intelectual.

Primeiro, porque seria difícil provar que alguém a infringiu apenas olhando fotografias de fundo branco. Além disso, ninguém precisa realmente copiar o esquema detalhado nas páginas enviadas ao USPTO.

O debate maior, segundo especialistas em inovação e tecnologia, é até que ponto o criticado órgão americano seguirá registrando patentes de processos simples ou já amplamente utilizados.

Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/amazon-consegue-patente-de-fotos-com-fundo-branco

Fonte da imagem: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/amazon-consegue-patente-de-fotos-com-fundo-branco

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Suíça TAG Heuer lança celular com bateria infinita

A inovação pode surgir das empresas mais improváveis. Exemplo disso é este novo celular apresentando pela TAG Heuer, fabricante suíça famosa por seus relógios de pulso. Com o sugestivo nome de Meridiste Infinite, o aparelho promete uma bateria perpétua – ou seja, que dura para sempre e não precisa ser recarregada na tomada.

Mas como o dispositivo consegue? Simples: um componente fotovoltaico, nas palavras da própria companhia, fica embaixo da tela de cristal de safira. Ele absorve luz solar, promovendo uma recarga automática sempre que o celular estiver iluminado. Mas o mais interessante é que luz artificial também parece funcionar, o que significa que você não ficará sem bateria mesmo se passar o dia inteiro dentro de um escritório.

No resto das configurações, o destaque fica para a construção do corpo do aparelho, feito de fibra de carbono e titânio. Ele segue os padrões da TAG Heuer, que lançou em 2011 seu Link Phone com uma carcaça parecida – e igualmente bem feita.

O problema aqui é que o Meridiste Infinite não é um smartphone, e sim um mero celular. Assim, seu outro recurso mais inovador é a câmera integrada, acompanhada de aplicativos de calendário, despertador e calculadora. Só não pense que isso deixará o gadget mais barato: apenas 1.911 unidades dele serão fabricadas, e vendidas em locais não divulgados.

Adicione a esse caráter de exclusividade o histórico da empresa – que lançou o já mencionado Link Phone por 6.700 dólares – e teremos algo bem fora da realidade. Mas ficaremos apenas com esta suposição, já que o preço ainda não foi divulgado, bem como a data de lançamento oficial.

Aliás, uma curiosidade: o número de celulares produzidos é uma provável homenagem ao ano de 1911, quando a TAG Heuer patenteou seu famoso primeiro cronógrafo, o “Time of Trip”.

Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/suica-tag-heuer-lanca-celular-com-bateria-infinita

terça-feira, 25 de março de 2014

Patentes da Apple sugerem que seu aparelho aprenda como é utilizado para economizar bateria

Duas patentes da Apple foram criadas visando a diminuição do consumo de bateria em seus aparelhos. Ambas sugerem que o consumo seja baseado no uso que o o cliente faz do seu aparelho, seja ele qual for: smartphone, tablet, notebook, etc.

A primeira patente possui uma tecnologia que permite analisar como o aparelho está sendo utilizado, quando tempo irá demorar para a sua bateria ser recarregada e o tempo que levará até a bateria ficar cheia por completo. Além disso, essa tecnologia consegue distinguir quando o celular está sendo recarregado por necessidade (bateria zerada) ou não.

A segunda patente se baseia em aplicativos que são utilizados pelo cliente e em quais deles consomem mais bateria. Essa tecnologia também busca prever o comportamento do usuário, visando garantir bateria para futuras ações desse.

Vale lembrar que todas essas tecnologias trabalham sem a intervenção do usuário. A ideia é boa, mas não há garantia de que a Apple irá disponibilizar essa tecnologia no mercado, afinal empresas de tecnologia costumam patentear suas invenções sem adotá-las efetivamente.

Fonte: http://tecnoblog.net/153503/patentes-apple-aparelho-aprenda-como-e-utilizado-economizar-bateria/

quinta-feira, 6 de março de 2014

Fornecedora lança uniforme com tecnologia de adaptação à pele para seleções da Copa

As camisas de 8 países que participarão da Copa terão uma nova tecnologia, lançada pela Puma. A tecnologia foi criada com o objetivo de melhorar o desempenho de atletas. Além disso, os jogadores terão a oportunidade de utilizar um material que se encaixa e se adapta facilmente aos seus corpos.

As fitas, localizadas na parte interna da camisa, fornecem massagens. Além das fitas, na região das axilas, há malhas que ampliam a possibilidade de movimentação.

Os 8 países adeptos a nova tecnologia são: Argélia, Camarões, Chile, Costa do Marfim, Gana, Suíça, Itália e Uruguai.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/esportes/copa-2014/noticia/2014/03/fornecedora-lanca-uniforme-com-tecnologia-de-adaptacao-a-pele-para-selecoes-da-copa-4438168.html

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Nova tecnologia permite envio de dados por "assobio"

A empresa NearBytes criou uma tecnologia onde a transmissão de dados por assobio se torna possível. O aplicativo funciona em iOS e Android. A empresa está trabalhando para que o aplicativo esteja disponível também para o Windows Phone. Os dados podem ser transmitidos se os celulares estiverem até 10 centrímetros de distância.

Já existe uma tecnologia parecida, que é a NFC (Near Field Communication), porém a desvantagem é que essa não está disponível para o iPhone.

O aplicativo só permite a transmissão de dados de pequeno porte, como pequenos textos. A idéia dos desenvolvedores desse sistema é popularizar a tecnologia facilitando a vida dos clientes, ao criar códigos, realizar pagamentos, etc.

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/2014/02/nova-tecnologia-permite-envio-de-dados-por-assobio.shtml

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Caixa de Remédios: novo aplicativo facilita a vida de pacientes

Caixa de Remédios: novo aplicativo facilita a vida de pacientes
O aplicativo Caixa de Remédios foi desenvolvido pela empresa brasileira Ambiente Medicamento. A proposta vai muito além de ser apenas uma agenda de medicação. O remédio pode ser identificado através do escaner do celular com a simples leitura do código de barras da embalagem do produto.


O apresentador do programa Revista Brasil, Valter Lima, da Rádio Nacional de Brasília entrevistou Antonio Carlos Zanini, médico farmacologista, professor da Faculdade de Medicina da USP e diretor da Ambiente Medicamento, ouça:




 Fonte: http://www.ebc.com.br/tecnologia/2014/01/caixa-de-remedios-novo-aplicativo-facilita-a-vida-de-pacientes

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Polícia vai parar carros à distância com canhão de micro-ondas

Radares que fotografam placas de veículos em excesso de velocidade logo se tornarão o aspecto mais brando da fiscalização policial.

Aparelhos que disparam rajadas de micro-ondas, travando todo o controle eletrônico dos carros, em breve darão novos poderes às autoridades para controlar veículos suspeitos.

O aparelho final provavelmente será muito menor do que o protótipo, que usa uma enorme antena para ter um alcance de 60 metros. [Imagem: SAVELEC]Esses aparelhos, que usam ondas eletromagnéticas de alta potência para atrapalhar o funcionamento dos computadores dos carros mais modernos, já estão na fase final de testes.

A intenção é que a polícia não precise mais sair perseguindo os veículos suspeitos: ao apertar de um botão, os guardas simplesmente imobilizarão o carro suspeito à distância.

A pedido da polícia da França, Espanha e Alemanha, um consórcio financiado pela Comissão Europeia está desenvolvendo um aparelho com essa capacidade.

Mais informações: http://savelec-project.eu/

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Brasil desenvolve equipamento para maior laboratório de fusão nuclear do mundo

equipamento para fusão nuclear
                                     (Divulgação)

Pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e da empresa paulistana Politron desenvolveram e construíram um novo amplificador de ondas de radiofrequência que deverá funcionar no principal laboratório de fusão nuclear controlada da atualidade, o Joint European Torus (JET), ou Comitê Europeu Toroidal, mantido pela União Europeia na cidade de Culham, no Reino Unido. O nome do laboratório vem da câmara da máquina que tem forma toroidal, semelhante a uma câmara de pneu, ambas com um furo no meio.

A fonte de radiofrequência está sob a responsabilidade da parceria entre pesquisadores da USP, da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Eles constataram que uma fonte com amplo espectro de frequência, flexibilidade e robustez necessária para satisfazer as condições extremamente estritas de operação no JET não existia no mercado mundial.

As usinas de fusão nuclear são a promessa de produção de energia elétrica sem deixar resíduos radioativos e com menos probabilidade de acidentes. O sistema é diferente do atual, de fissão nuclear, que ainda gera desconfiança em relação à preparação de seu combustível e do armazenamento do lixo atômico. Na fissão, a reação nuclear continua mesmo com o reator desligado. Para atingir a tecnologia necessária a uma usina nuclear de fusão comercial até meados deste século, vários experimentos estão sendo realizados no mundo.

O amplificador de ondas de rádio é essencial nesse processo e a única indústria procurada por essa parceria internacional que se interessou em desenvolver o equipamento foi a Politron, que agora está elaborando uma patente da invenção com a USP.

“É um caso paradigmático de colaboração entre universidade e empresa para inovação”, diz Ricardo Galvão, professor e coordenador do Laboratório de Física de Plasmas da USP e coordenador do Projeto Temático “Núcleo de excelência em física e aplicações de plasmas”, apoiado pela FAPESP.

Em 2014 será iniciada a fase mais avançada de medições e capacitação de todo o sistema do JET e os amplificadores são componentes essenciais. “Nosso aparelho opera em condições não atendidas por equipamentos comerciais”, diz Galvão.

Fundada em 1950, a Politron foi a pioneira no país no desenvolvimento de máquinas geradoras de ondas de radiofrequência, usadas nas linhas de produção das mais diversas indústrias, de calçados a mineração.

A empresa é de médio porte e exporta para toda a América Latina. Para Maria de Oliveira, diretora administrativa, a empresa vem sofrendo nos últimos anos com a concorrência chinesa, que inundou o mercado com máquinas de qualidade relativamente inferior fornecidas pela metade do preço no mercado brasileiro. Como é impossível concorrer em escala global, a Politron procura nos últimos anos oferecer produtos para clientes com necessidades específicas.

“Já produzimos máquinas sob medida para laboratórios de várias universidades brasileiras como UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro], UFMG [Universidade Federal de Minas Gerais], Unicamp [Universidade Estadual de Campinas], USP e UFSCar [Universidade Federal de São Carlos]”, conta Maria.

“O desafio é construir um amplificador que sempre funcione dentro das especificações”, explica o engenheiro Alessandro de Oliveira Santos, gerente de pesquisa e desenvolvimento da empresa, que abraçou o projeto por dois anos. O amplificador é resultado de um convênio firmado em 2009 entre o Brasil e a Comunidade Europeia de Energia Atômica.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Chips eletrônicos começarão a ser implantados nos veículos

Roraima será o primeiro Estado a instalar a tecnologia. O agendamento para implantação começará no dia 15 de janeiro.

 Aperte o Play para ouvir.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

domingo, 5 de janeiro de 2014

Escova de dentes inovadora promete garantir a higienização em seis segundos

A Blizzident é uma escova personalizada. O dentista faz um molde da arcada dentária de cada consumidor e em seguida fabrica o produto para uso. A pessoa coloca o molde na boca e o morde até quinze vezes consecutiva - processo que não demora mais do que seis segundos. Por conta desse novo processo, e do molde, os dentes ficam higienizados rapidamente.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Em 9 anos, o MCTI recebeu 217 pedidos de proteção de propriedade intelectual de institutos de pesquisa

O assunto da propriedade intelectual integra, cada vez mais, as atividades dos institutos de pesquisa vinculados ou supervisionados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Nos últimos nove anos, chega a 217 o número de pedidos de proteção de privilégio de propriedade intelectual feitos por essas instituições.

É o que revela levantamento da Subsecretaria da Coordenação das Unidades de Pesquisa (Scup) do MCTI, que compara o resultado, referente ao período entre 2005 e 2013, ao desempenho obtido em anos anteriores – de 2000 a 2004 –, quando foram realizados 35 depósitos no Instituto Nacional da Patente Industrial (INPI). A média anual, de 24,1 pedidos, corresponde a mais de quatro vezes a do período anterior (5,8 pedidos por ano).

A soma inclui patentes de invenção, modelos de utilidade e certificados de adição. O total do período recente aumenta para 327 depósitos se forem considerados, também, marcas, desenho industrial e programas de computador. 

O coordenador-geral das unidades de pesquisa, Carlos Oití Berbert, lembra que o avanço está relacionado à edição da Lei da Inovação (10.973), de 2004. Embora, no passado, alguns institutos tenham feito depósitos, foi a partir da nova legislação que se iniciou uma transformação interna, inclusive naquelas instituições eminentemente científicas, para as quais a matéria da invenção ou da inovação não era prioritária.

“O que ocorreu foi uma mudança de cultura entre os próprios pesquisadores, que anteriormente davam preferência à publicação de artigos e papers em revistas científicas”, reforça Oití. Outra questão que contribuiu para o novo cenário foram algumas iniciativas da subsecretaria que introduziu nos termos de compromisso de gestão (TCGs) dois indicadores: o Índice de Processos e Técnicas Desenvolvidas (PcTD) e o Índice de Propriedade Intelectual (IPIn), relacionado ao registro de patentes.

 Outro ponto a ser considerado, acrescenta, é o fato de o próprio Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional do ministério (Pacti/2007 – 2010) ter enfatizado a importância da inovação como missão dos institutos de pesquisa e previsto, em suas metas, a implantação, até dezembro de 2009, de cinco núcleos de inovação tecnológica (NITs), junto às unidades de pesquisa das regiões Norte, Nordeste e Sudeste.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Em 2014, governo vai dar destaque à pesquisa em ciência, tecnologia e inovação

A pesquisa básica terá destaque este ano no âmbito do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), disse à Agência Brasil o secretário executivo da pasta, Luiz Antonio Elias. Segundo ele, o ministro Marco Antonio Raupp determinou que até o início de 2014 seja divulgado o novo edital dos institutos nacionais de Ciência e Tecnologia, já que considera a iniciativa importante para as redes de excelência nessa área. O edital visa à renovação e à formação de novos institutos nacionais de ciência e tecnologia, que desenvolvam pesquisas em áreas consideradas estratégicas para o país, como biotecnologia e mudanças climáticas, por exemplo.

O secretário avaliou que o número de doutores brasileiros e a quantidade de publicações científicas têm crescido nos últimos anos, mas os investimentos no setor no Brasil são considerados recentes, quando comparados ao que ocorre em países como os Estados Unidos, por exemplo.  “Nós estamos fazendo o dever de casa, não só ampliando consideravelmente a parte de pesquisa, mas melhorando também a infraestrutura laboratorial e aumentando os novos campi”.

Elias lembrou que a presidenta Dilma Rousseff determinou que fossem ampliados e descentralizados os eixos das universidades, dentro das regiões metropolitanas, para que elas chegassem ao interior do Brasil e citou a parceria com outros órgãos do governo. “Isso está sendo feito. Por outro lado, estamos casando muitos recursos com o Ministério da Educação, que tem sido um parceiro muito positivo na estruturação de políticas de atendimento tecnológico e na área de pesquisas básicas e de formação de recursos humanos”, assegurou Elias.

O secretário executivo avaliou que o ano de 2013 foi positivo para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. “Tivemos várias iniciativas que são centrais para o processo de crescimento na área de pesquisa e desenvolvimento”.

Elias destacou a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que foi montada  e estruturada num trabalho conjunto entre os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e da  Educação, que engloba tanto a área tecnológica de educação, por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), quanto a área de pesquisa do MCTI, reforçando laboratórios que são complementares ao setor industrial. A Embrapii terá, nos próximos seis anos, quase R$ 2 bilhões para aplicar em projetos compartilhados com o setor industrial.

O secretário executivo citou também o Instituto Nacional de Pesquisas Oceanográficas e Hidroviárias (Inpoh), organização social criada pelo ministério, que está em fase de qualificação, voltada para a pesquisa oceanográfica, com capilaridade em outros ministérios (Defesa, Secretaria de Portos, Pesca e Aquicultura). “A ideia central é que se reforce a pesquisa em toda a zona costeira brasileira e se amplie a capacidade de valorar, ou seja, trazer valor agregado através da realidade da costa brasileira”.

O secretário salientou ainda, entre os pontos positivos registrados pelo ministério no ano passado, a recuperação do crédito pela Finep (Agência Brasileira da Inovação, antiga Financiadora de Estudos e Projetos do ministério). “A Finep está conseguindo cada vez mais recuperar o crédito, impulsionando o processo produtivo. E, certamente, em articulação com o Plano Brasil Maior, isso traz um benefício enorme ao setor industrial, especialmente  em planos de inovação”. Sustentabilidade e mobilidade são áreas em que a inovação trará benefícios para as cidades brasileiras, observou Elias.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Foodini, a impressora 3D que “imprime” comida

As impressoras 3D chegaram à cozinha. Uma empresa espanhola chamada Natural Machines desenvolveu um protótipo de uma máquina que “imprime” alimentos de verdade.

O Foodini ainda não consegue realizar todas as etapas do processo. Por enquanto, para fazer uma pizza, por exemplo, é preciso pegar a massa e o molho e levá-los ao forno, acrescentando a cobertura. O aparelho, chamado Foodini, consegue fazer alimentos variados. A máquina já testou, por exemplo, nhoque de abóbora, hambúrguer com queijo, pizzas, chocolates e biscoitos, entre outros.

Como a Foodini só comporta um ingrediente por vez, receitas mais elaboradas exigem um tempo maior de preparo da máquina. Mesmo assim, ela foi criada para ser uma opção rápida e de qualidade para quem não tem tempo para cozinhar.

A Foodini tem um preço previsto de mil euros. O vídeo abaixo, da BBC, mostra como ela funciona.


Fonte: http://catracalivre.com.br/geral/invencoes-ideias/indicacao/conheca-foodini-a-impressora-3d-que-imprime-comida/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter&utm_campaign=TwitterSP