segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pesquisa da Amcham revela as estratégias das companhias brasileiras para fortalecer a economia do país

arte economia


Investir em inovação está nos planos de 47% das empresas brasileiras para 2012, segundo apontou a pesquisa Business Round Up 2012, realizada pela Câmara Americana de Comércio (Amcham). Além de aumentar a competitividade das empresas no mercado interno, que deverá receber mais atenção das indústrias estrangeiras no curto prazo, investir em inovação é uma das saídas para fortalecer a economia do país.

“Ao analisar a pesquisa vemos que os empresários estão no caminho certo”, disse o economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani, durante o Fórum de Decisões 2011 – Empreendedorismo, Inovação e Novos Negócios, realizado pela Amcham, na sede da Fundação Dom Cabral (FDC), em Nova Lima. Foram ouvidas 307 empresas de todos os portes.

A avaliação do economista-chefe tem como base a economia mundial. Com a crise da dívida soberana instalada na zona do euro, a demanda da europa tem caído drasticamente.

Como consequência, Padovani prevê uma invasão de produtos estrangeiros no mercado brasileiro. “As empresas de fora mudarão o foco para países com economia estável e demanda elevada”, disse.

Ainda segundo ele, embora o Brasil seja forte em commodities, manter a economia baseada exclusivamente em matérias-primas é arriscado. O motivo é a dependência estabelecida com os países focados na indústria da transformação, como a China, cuja economia começa a desacelerar, ameaçando o crescimento brasileiro.

É quando entra a inovação. A partir de investimentos na melhoria de processos, de produtos e de mercado, as empresas aumentam a competitividade e têm mais condições de brigar por um espaço no ambiente econômico.

No entanto, o diretor de Estratégia e Novos Negócios da IBM, Mauro D’Angelo, lembra que inovar não é simples. Pelo contrário. Para que um programa de inovação dê certo, os projetos devem estar alinhados ao plano estratégico e ao negócio da empresa. Devem, ainda, ser acompanhados por um núcleo específico, gerido por uma pessoa que se movimente com facilidade entre os principais setores da empresa.

Ele explica que projetos inovadores, mesmo os aparentemente insignificantes, têm impacto na cultura das organizações, fator que justifica um relacionamento saudável do gestor de inovação com a área de recursos humanos. O mesmo acontece com o setor financeiro, que cuida do financiamento dos projetos, e com o comercial, que será responsável pela venda de um novo produto ou serviço.

Pensar em um plano de inovação para os três anos seguintes é outro ponto que deve ser considerado pelas organizações.

A Embraer, por exemplo, foi além. O atual plano da companhia contempla até 2018, quando a aeronave Legacy 500, desenvolvida pela empresa, chegará ao mercado.

Além de um plano definido, o gerente de Inovação e Gestão do Conhecimento da Embraer, Sandro Valeri, destaca as parcerias realizadas pela companhia para o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias. Além de linhas de financiamentos, a Embraer recorre às chamadas “parcerias de risco”. “O fornecedor também é investidor no projeto. Falamos as necessidades de um bloco de motor, por exemplo, e ele produz. Não fazemos especificações técnicas, desenvolvemos em conjunto”, disse.

As alianças, inclusive, compõem um dos pilares do processo de inovação. “O Brasil é um importante parceiro dos Estados Unidos em diversas vertentes. Juntos, os dois países dominam 75% do mercado mundial de biodiesel”, exemplificou o cônsul-geral dos EUA no Rio de Janeiro, Dennis Hearne.

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