Patentes da área de biotecnologia são tema de análise: o agronegócio vive um dilema no Brasil. Poucas empresas detêm o controle de patentes geradas através da biotecnologia. Como enfrentar este problema que pode gerar no futuro um paradoxo: o Brasil, um dos líderes na produção de vários produtos do agronegócio, assim como em exportação (milho, soja, complexo carnes, cana-de-açúcar), mas não possui as patentes para a produção base destes produtos?
Thomas Hoegemeyer, da Universidade de Nebraska, EUA, afirmou que é extremamente necessária a participação do setor público no incentivo à pesquisa e no preparo de melhores profissionais para o setor. "Já enfrentamos problemas como este nos EUA e o incentivo das Parcerias Público-Privadas auxiliou na busca do equilíbrio. O Brasil deve pensar mais seriamente nesta questão", destacou. Para Sidney Parentoni, da Embrapa Milho e Sorgo, a situação é mais complexa do que foi antigamente. "Enquanto aqui os investimentos no setor público 'patinam', em países como a China, por exemplo, eles dispararam. Há um compromisso do Governo Federal em aumentar estes investimentos, mesmo porque, o Brasil é um dos países com a maior taxa de adoção de técnicas de transgenia", destacou.
"O licenciamento desta tecnologia impõe uma pressão competitiva e os produtores podem optar pelo melhor produto conforme sua demanda. O risco do fato de o mercado estar 'nas mãos' de poucas empresas internacionais é de ocorrer uma diminuição da base genética e os produtores ficarem subjugados à pressão dos preços que são ditados pela oferta", explicou. Antônio Fernandes Antoniali, da Semeali, afirmou que existe espaço para o desenvolvimento das empresas públicas. "E ainda acrescento a importância do papel dos Institutos de Pesquisa, que tem conhecimento, tem recurso e muitas vezes ficam reféns das questões políticas. Eles devem ser o 'espelho' do que é feito nas empresas privadas. Há uma concentração muito grande das pesquisas atualmente. É preciso ter transparência com as informações sobre as patentes de Organismos Geneticamente Modificados", disse Antoniali."É preciso avaliar os riscos desta concentração, seu impacto no agronegócio, a internacionalização do mercado, o desaparecimento das empresas e dos institutos de pesquisas nacionais. Por isso se faz urgente maior união do setor ", apontou Antoniali.
As informações partem da assessoria de imprensa do 29 Congresso Nacional de
Milho e Sorgo. (CBL).
Fonte: http://www.suino.com.br/TecnologiaNoticia.aspx?codigoNot=M1qwyURdoQI=&title=BIOTECNOLOGIA:+POUCAS+EMPRESAS+DETEM+CONTROLE+DE+PATENTES+GERADAS+NO+BRASIL
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